Olá Tio:
Apetecia-me falar da sua surpreendente “malhadeira”, mas vamos mais uma vez até à Ria e, hoje, pela mão do Artur que muito o acompanhou nessas aventuras.
«No Rebocho. A maré estava vazia. Antes de chegar às marinhas havia um esteiro com alguma água, e de ambos os lados bastantes torrões e era aí que as enguias se metiam.
Logo o António João sai fora do bote e começa a apalpar nos buracos que ele via, pois isto ainda era lusco-fusco, que mal se via, mas de Verão fazia quente. A certa altura diz ele, quando meteu as mãos em mais uma toca:
- Cá está uma das tais!
Ainda não tinha acabado de falar, deu um grito e retirando a mão, em lugar de ser uma boa enguia, trazia um rato com os dentes ferrados num dedo que por pouco lho não cortou. O tio tanto apertou o maldito do rato que lhe cortou o pescoço. Na mão só se via sangue. Lavou-a e depois pôs-lhe o lenço de assoar para lhe estancar o sangue.
Lá fomos para as enguias mas, desta vez, foi a escoar uns poços à mão com baldes plásticos.»
Com uma boa gargalhada aflita, fica por aqui o seu sobrinho
Manuel

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