Ti Zézé:
Falar de vizinhança, comunidade, laços de fraternidade... e por aí além... está fora de moda, ninguém nos ouve nem entende até porque a memória é curta. Fácil é falar de coisas que nos saciem a barriga, por exemplo.
Mas não vou por aí. Aproveitando a fotografia [que agradeço], lembro o “livro dos calotes” onde era apontado o que os ‘pobres’ levavam sem pagar:
-Aponte no livro! Eu pago quando receber!
E a vida corria com a garantia da palavra que era ouro!
Em fase difícil da nossa Família, também o seu livro registou muitas parcelas que os meus Pais se apressavam a mandar riscar logo que a semanada ou a quinzena o permitiam.
E a vida continuou e hoje aqui está a recordá-lo e a agradecer-lhe o
Manuel

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