Olá senhor António
Augusto:
Vendo-o de vassoura em
punho a varrer o adro da Igreja não era fácil imaginá-lo como o braço direito
do seu Reitor. Porém, quem o conhecia sabia bem quem era esse varredor que
mantinha com tanto esmero a zona envolvente da Igreja.
‘Americano’ dos sete
costados, dedicava as manhãs para cuidar do seu quintal como se fora um jardim;
de tarde lá o encontrávamos na barbearia do sr. Vilar para dois dedos de
conversa. E arranjava tempo para visitar os doentes ou os ‘pobres’ da
Conferência.
Não quero ferir a sua
modéstia encarecendo tudo aquilo que fez pela sua Terra e muito menos o quero
pôr a rir com os êxitos do seu FCPorto ou com os ditos do seu Pai que a cantar
respondia à Barbuda, e por isso aqui se fica o
Manuel






