Mestre:
Sabe uma coisa? Agora quase ninguém fala de si; de facto, já lá vão os tempos em que a sua figura era enaltecida e se valorizava a alavanca que dinamizou a Gafanha e arredores.
Cá pelo meu lado, não adianto nada a esses hinos, apenas recordo quando a falta de trabalho era muita e a fome apertava, era o seu Estaleiro o refúgio e a côdea que davam a esperança em melhores dias!
E era com toda a alma que batíamos palmas quando terminava o seu inflamado discurso e mais um navio se atirava às águas da Ria!
Como não usa boina, bate-lhe a pala o
Manuel






