Senhor Alfredo:
Nas visitas que
lhe fazia na sua casa do Monte observava a maneira paciente como suportava as
suas dificuldades. Tendo ficado cego, a vida ficou-lhe virada do avesso. Mas
era sempre com um sorriso franco e aberto que nos recebia e aproveitávamos para
recordar algumas etapas do seu já longo viver.
Claro que vinha
à baila a sua passagem pela Junta de Freguesia, como Presidente ou Vogal, mas
sempre com mais frequência as ‘viagens’ aos Estados Unidos da América. E então
a voz tremia um pouco mais não tanto pelas vivências dessas longas estadias mas
porque por lá se quedavam os filhos e netos...
Era o espelho de uma geração de Emigrantes de que as nossas Terras são tão ricas e que muito respeito merece ao
Manuel






