Senhor Director:
Era eu um rapazito de dezasseis anos quando aterrei na
Escola do Magistério onde pontificava como Professor e Director.
Uma pequena particularidade me aproximou muito de si : aquele seu jeito de, enquanto explanava a lição, enrolar a mortalha e fazer o
cigarro que depois segurava entre os dedos, tal qual como o meu Pai! (Verdade
se diga que os tempos são outros e hoje o mundo virou: é proibido, claro!)
Bem, esquecendo e apagando isso, tenho-o como um Amigo cujo
aprumo e exemplo me têm acompanhado.
Quando nos despedimos, depois do Exame de Estado, já a
nossa Escola não existia, pois o edifício estava a ser substituído por nova
construção para outra finalidade.





