sábado, 29 de agosto de 2026

ANÍBAL DE OLIVEIRA MARQUES RAMOS

    Monsenhor:

Quando, nos idos de 1959, foi nosso assistente eclesiástico  na JOC que lição de vida nos dava com o seu sorriso, a sua palavra sábia e esclarecedora e, para além de tudo, o sentirmo-lo tão próximo de nós que quase nos tratávamos tu-cá-tu-lá!

Acredite que, nesses dias, era reconfortante para nós sentarmo-nos a seu lado. Porém, hoje, não podemos deixar de lhe dizer que a nossa admiração por esse seu ‘estar’ é enorme ao olhar para a sua ‘pessoa’: tantos títulos, cargos e funções na Diocese de Aveiro!

Contudo é, quando me sento nos bancos da Igreja para participar na Eucaristia, que mais me lembro de si pois «a partir de 1975, há longos anos, dedicou sua atividade à causa da Liturgia, não só em Portugal e na Europa, mas também na América e na África... Mons. Aníbal, e a equipa de que se fez rodear, tinha ensinado Portugal a rezar.»

Por tudo isto muito grato lhe está o                                                                                                          Manuel



 

sábado, 22 de agosto de 2026

JOÃO MARIA BOLA


                     Senhor Regedor:

Ó Ti João, estou a tratá-lo por ‘senhor’ para que, no caso (improvável) de algum jovem nos estar a ouvir, saiba que a sua função de ‘regedor’ era de capital importância e de muita categoria, quando abraçada com espírito de servir a Comunidade.

Era assim que o meu bom Amigo se comportava e não faltam exemplos e situações que o confirmam já que estava sempre pronto a ajudar quem de si se aproximava em dificuldade ou, por outro lado, mostrava-se ‘severo’ ao  ver que o outro se excedia …

Quem é que agora se recorda do Regedor? E das rondas que fazia de noite, percorrendo a freguesia na sua mota, acompanhado pelo seu cabo Manuel Catraio?!

Olhe, há dias, alguém me colocou uma questão que me deixou a pensar: será que nos dias de hoje o senhor seria respeitado e a sua tarefa contribuiria para uma maior paz social?

Gostava de saber a sua opinião o

                                                                Manuel

sábado, 15 de agosto de 2026

MANUEL RIBAU LOPES LÉ


 

Olá Senhor Prior:

O seu sorriso leva-nos para bem longe no tempo e no espaço. Podemos reviver a primeira viagem em que, na sua mota, me conduziu até A-dos-Ferreiros, para fazer uma visita às duas colmeias onde as abelhas ‘entravam e saíam’. [Lembra-se?! Foi para mim um duplo baptismo: ‘andar de mota’ e ‘entrada no mundo das abelhas’.]

Claro que de si é de esperar tudo mas, quando o vi, em mangas de camisa sem máscara nem luvas, levantar o telhado da colmeia e mexer nos quadros como se nada fosse, com as abelhas a zunir... e terminar a sua observação sem a mínima picadela...

Depois lá vinha a extracção do mel com igual descontração... e aprender a saborear o mel com a ‘colher’ de cebola...ah!... que lições de vida! Mas não ficava por aqui...

Com a cera que aproveitava, ei-lo a acender o fogão e engenhosamente, com um sistema artesanal por si engendrado, vai fundindo e paulatinamente toma forma o círio que servirá para as cerimónias pascais!

E é isto, senhor Prior, continua a aprender consigo o

                                                                           Manuel

sábado, 8 de agosto de 2026

MARCOS CIRINO DA ROCHA


 

Caro Marcos Cirino:

Como era reconfortante e enriquecedor o seu conversar mas, ao mesmo tempo, interpelante. À sua beira o pão era pão e o queijo, queijo; sem hesitações.

Não posso esquecer o seu entusiasmo quando se falava nas ‘lutas’ que, ao longo das décadas, se foram travando para o melhor viver dos nossos antepassados. Como a voz se lhe erguia e alterava!

O muito amor que sempre nutriu pela sua Gafanha fluía agora  pelas suas mãos nas miniaturas que nos encant(av)am e quase nos acen(av)am nas prateleiras. A História da Ria e até a de Portugal vem a reboque de cada um dos seus barcos!

Em si, e extensiva  a todos os que me ensinaram a ler a vida,  fica a gratidão do

                                        Manuel

sábado, 1 de agosto de 2026

BALTAZAR RAMOS CASQUEIRA


 

Caríssimo:

Fui um privilegiado: foste um grande Amigo!

Hoje vou recordar um momento da tua agitada vida que nos mostra uma das facetas da pesca do bacalhau e aproveito para te pôr a falar como tanto gostavas de fazer:

«QUE GRANDE SUSTO! Foi o susto mais duro da minha vida da pesca do bacalhau, para além dos maus tempos, nevoeiros, tempestades...

Era de noite. Regressava da faina, à vela e a remos. Mas estava sozinho, ninguém perto de mim.

Então um dos remos bateu em algo... e que vejo!?... encostada ao bote uma baleia que veio à superfície respirar....alto e forte jacto de gás e água... mergulhou novamente e ... levantou do outro lado do bote...

Paralisado e sem saber o que fazer, comecei a remar ao desatino... lembrei-me de escoar a água ensanguentada do fundo do bote que ao cair no mar espalhava a arda... talvez a baleia fosse atrás do cheirume do bacalhau...e remar com quanta força tinha...

Fosse como fosse, deixou-me e consegui chegar ao navio!»

Aí o tens e, por alguma imprecisão e pela falta de colorido, te pede desculpa o teu compadre

                                                           Manuel


sábado, 25 de julho de 2026

EURICO DIAS NOGUEIRA


 

Senhor Arcebispo:

Seu aluno, só com os primeiros pelitos de barba, admirava as suas aulas que nos abriam novos horizontes na Religião.

E não fomos surpreendidos quando, pouco depois, foi escolhido para Bispo de uma diocese moçambicana e onde o seu pontificado foi marcante.

Regressado a Portugal, sucedeu ao nosso D. Francisco Maria da Silva, como Arcebispo de Braga.

Ainda tivemos o prazer de conviver na reunião das bodas de ouro do nosso curso e sempre com a mesma disponibilidade e o seu encantador sorriso.

Aguarda a sua bênção o

                                                Manuel

sábado, 18 de julho de 2026

FRANCISCO DE SOUSA LOUREIRO




                     Senhor Director:

Era eu um rapazito de dezasseis anos quando aterrei na Escola do Magistério onde pontificava como Professor e Director.

Uma pequena particularidade me aproximou muito de si :     aquele seu jeito de, enquanto explanava a lição, enrolar a mortalha e fazer o cigarro que depois segurava entre os dedos, tal qual como o meu Pai! (Verdade se diga que os tempos são outros e hoje o mundo virou: é proibido, claro!)

Bem, esquecendo e apagando isso, tenho-o como um Amigo cujo aprumo e exemplo me têm acompanhado.

Quando nos despedimos, depois do Exame de Estado, já a nossa Escola não existia, pois o edifício estava a ser substituído por nova construção para outra finalidade.

É com a alegria que rejubilava nos nossos encontros de antigos alunos que o revê e o saúda o                                                                                                           Manuel