Olá Senhor Prior:
O seu sorriso leva-nos para bem longe no tempo e no
espaço. Podemos reviver a primeira viagem em que, na sua mota, me conduziu até
A-dos-Ferreiros, para fazer uma visita às duas colmeias onde as abelhas
‘entravam e saíam’. [Lembra-se?! Foi para mim um duplo baptismo: ‘andar de
mota’ e ‘entrada no mundo das abelhas’.]
Claro que de si é de esperar tudo mas, quando o vi, em
mangas de camisa sem máscara nem luvas, levantar o telhado da colmeia e mexer
nos quadros como se nada fosse, com as abelhas a zunir... e terminar a sua
observação sem a mínima picadela...
Depois lá vinha a extracção do mel com igual
descontração... e aprender a saborear o mel com a ‘colher’ de cebola...ah!...
que lições de vida! Mas não ficava por aqui...
Com a cera que aproveitava, ei-lo a acender o fogão e
engenhosamente, com um sistema artesanal por si engendrado, vai fundindo e
paulatinamente toma forma o círio que servirá para as cerimónias pascais!
E é isto, senhor Prior, continua a aprender consigo o
Manuel

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