Caro Óscar:
Se calhar nem imaginas que a tua bicicleta foi oferecida pelo teu Pai para eu ir todos os dias para o Liceu de Aveiro. Claro que teve de ser “restaurada” porque lhe deste um bom uso; foi repintada de verde e baptizada como a Balalaica!
Companheira fiel durante cinco anos (lá para o quarto ano os joelhos já batiam forte no guiador... mas não havia outro remédio: teve que aguentar!), não admira que tenha tido as suas maleitas, logo a começar pelos pedais, ora caía o direito ora o esquerdo; depois era a corrente...
Uma coisa te digo: estou-te muito grato pois, sem ela, ir para Aveiro a pé seria mais custoso... (os tostões eram tão escassos que às vezes nem para a bucha chegava! Belos tempos para esquecer!) e por isso aqui fica o abraço do
Manuel

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