Caríssimo Professor:
Há coisas que não é preciso dizer, são evidentes.
Entrou nos caminhos da minha vida na matrícula da 4ª classe quando, contra factos e argumentos, me aceitou para a nova Escola da Marinha Velha que ia iniciar, em 1950.
Estou depois a vê-lo, em minha casa, a levar os meus pais para o seu ‘moinho’: Deixem ir o rapaz estudar! E o falar nem sempre é fácil quando nem pão, o mais básico, havia na mesa!!
Ganha esta causa, coloca-se incondicionalmente a meu lado (leia-se: preparação intensiva para o exame da admissão...) e a recompensa foi um sorriso abraçado na alma... que se prolongou e continua presente (ao qual procurei retribuir sempre com moeda do mesmo valor!).
É este «valor» que ainda hoje procura, que a si o deve e muito lhe agradece o seu aluno
Manuel

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